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Este foi um dos concertos mais badalados dos últimos tempos. Não basta ser o regresso dos AC/DC ao nosso país, como é o primeiro que marca uma nova fase da vida da banda, com a desistência de Brian Johnson por questões de saúde e pela sua substituição, polémica, por Axl Rose. Razões mais que suficientes para muitos terem embarcado em protestos, e assim que possível, na devolução dos bilhetes. Para piorar, uma previsão de temporal fazia com que tornasse tudo ainda menos apetecível e que surgissem nas redes sociais inúmeras piadas. Chegado o dia em questão e apesar de todas as vozes críticas, houve uma autêntica romaria ao Passeio Marítimo de Algés (romaria é a palavra certa - pequena curiosidade: tivemos a confirmação que uma cadeia de lojas de roupa desporto que tudo o que fosse impermeáveis tinha esgotado nas lojas da zona de Lisboa e que essa procura era feita por pessoas que iam a Fátima ou ao concerto dos AC/DC).

A primeira indicação de que os pessimistas teriam de engolir as suas palavras foi quando a chuva deu tréguas depois de um dia inteiro a cair. Provavelmente a entrada dos Tyler Bryan & The Shakedown espantou a chuva. A chuva e todos aqueles que iam exclusivamente para ver AC/DC. A banda atacou com o seu som rock'n'roll norte-americano sulista e deu a conhecer a um mar de gente uma selecção dos dois lançamentos que possuem até agora, o álbum de estreia "Wild Child" e o EP recentemente lançado, "The Wayside". O público poderia reagir de duas formas, impaciência por nunca mais ser altura dos AC-DC subirem ao palco ou ficarem rendidos à energia contagiante que a banda norte-americana debitava em cima do palco. Acabou por acontecer a segunda e os Tyler Bryant & The Shakedown acabaram por sair apaixonados com o nosso público tal como o nosso público acabou por ficar rendido à banda, de tal forma que achamos que se justifica o regresso breve ao nosso país num contexto mais intimista, onde a banda poderá soar ainda mais explosiva.

Depois do bom ensaio rock'n'roll que foram os Tyler Bryant & The Shakedown, chegava a hora tão aguardada. Conforme os ecrãs dos três videowalls gigantes (um em cada lado do palco e outro no palco em si) começaram a dar a animação do costume que inicia os concertos da banda nos últimos anos, o público foi ao rubro. Não muito tempo depois, esse entusiasmo foi mais que triplicado com explosões e fogo que marcaram a presença da banda em palco que atacaram logo com o tema título do mais recente álbum. E era real, AC/DC estava em palco com Axl Rose e a sua voz encaixava como uma luva na música da banda como já suspeitávamos. Os seguintes temas ("Shoot To Thrill", "Hell Ain't A Place To Be" e o imortal "Back In Black") serviram para reforçar essa convicção, temas em que à sua voz se juntou a das sessenta mil pessoas presentes - uma sensação sempre arrepiante de se viver.

Do novo trabalho tivemos apenas o já referido tema título e a "Got Some Rock & Roll Thunder", reduzindo o número de músicas novas em relação às visitas anteriores ao nosso país (em 2009 tocaram 5 temas do "Black Ice" e em 1996 tocaram 4 do "Ballbreaker") certamente não devido à qualidade do mais recente trabalho de estúdio, mas para incluir mais uma série de clássicos como "Rock'n'Roll Damnation", "Have A Drink On Me" e a surpreendente "Riff Raff" - que a banda não tocava ao vivo desde 1979. O resto foi tudo aquilo que já se conhece de cor e salteado mas que foi precisamente por essa razão que estavam lá sessenta mil pessoas, para ver pela primeira vez ou mais uma vez as razões que fazem desta banda com mais de quarenta anos de história uma das maiores bandas ao vivo da actualidade, posto que ainda não ameaçado.

Foi um grande concerto embora o mais fraco dos outros dois anteriores. Talvez pelo facto da idade já começar a pesar ou pelo facto de ter o frontman sentado na quase totalidade da actuação (exceptuando para quando saiu de trotinete do cadeirão antes do solo de Angus Young na "Let There Be Rock" e que quando voltou meio manco para se despedir) mas serviu precisamente para se ter uma perspectiva das coisas. Se a banda com estas condições arrasou, imagine-se o que faria se tivesse em pleno das suas capacidades. Um concerto memorável por muitas razões e a primeira prova de fogo superada para Axl Rose que não fez as birras que todos esperavam que fizesse. Pelo contrário, mostrou-se estar à altura de suceder a nomes imortais do rock como são os de Bon Scott e Brian Johnson. Correndo o risco de ser a última digressão da banda e a última oportunidade de os ver ao vivo, o concerto de dia 7 foi uma despedida mais que digna.

Reportagem por Fernando Ferreira

Agradecimentos: Everything Is New