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Vontade essa não recomendada por questões de sobrevivência, já que a miséria que é transmitida é de tal forma grande que, aliado ao vício provocado, é coisa para se ter uma depressão crónica galopante. No bom sentido, claro. Perceber os títulos dos temas é algo que exige a evocação do nosso lado mais poliglota (“Πολυνείκης”, “Ἀντιγόνη”, “Αἵμων” e “Εὐρυδίκη”), já que tem como conceito a história clássica da mitologia grega do assassinato mútuo de Polynices e Eteoclies e como o seu tio, Creon, rei, decide que Polynices não deve ser nem enterrado nem deve ter luto. Portanto… algo que se enquadra no ambiente geral da coisa

Independentemente do conceito e da parte lírica, o que interessa é mesmo a música que nos traz a intensidade do black metal (e o seu espírito e a sua potência) com algum experimentalismo próprio do pós-metal mas que mediante estes quatro temas colossos nem se nota e nem tem qualquer importância. É este o foco da coisa, não tem qualquer importância. Depois disto pode cair uma bomba que não tem qualquer importância. O nihilismo e insignificância dominam perante todas as maiores atrocidades que possamos ver, ouvir e sentir. É a maior dádiva de “Creon”. No bom sentido, claro.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira