• Facebook
  • Myspace
  • Twitter
  • Google+

Total Pageviews

Reviews Mais Recentes


Amorphis - Queen of Time


Ghost - Prequelle


Angelus Apatrida - Cabaret de la Guillotine


Bleed From Within - Era


Painted Black - Raging Light


Necrobode - Metal Negro da Morte


Pestilence - Hadeon


Tortharry - Sinister Species


Inframonolithium - Mysterium


Somali Yacht Club - The Sea


Dallian - Automata


Candidata-te

A Metal Imperium encontra-se a recrutar colaboradores para redação de notícias, reviews de álbuns ou entrevistas a bandas.

Quem quiser fazer parte desta equipa poderá candidatar-se contactando-nos por email: metalimperium@gmail.com



Concertos em Destaque

Tradutor

Entrevistas Mais Recentes



































Ghost estreiam duas novas músicas ao vivo

Os Ghost fizeram um inicio "oficioso" da sua próxima digressão mundial no "The Roxy", em Hollywood, Los Angeles, e presentearam os fãs que(...)

Roy Khan confessa que sair dos Kamelot foi a "melhor decisão" que alguma vez tomou

Roy Sætre Khantatat, conhecido como Roy Khan, ou mais conhecido como o antigo vocalista dos Kamelot, falou à italiana SpazioRock (...)

Epica lançam vídeo para “Universal Love Squad”

Os holandeses lançaram recentemente o vídeo para a canção “Universal Love Squad”, sendo possível visualizar o mesmo (...)

Morbid Angel disponibilizam novo vídeo

A banda de death metal Morbid Angel divulgou recentemente um novo vídeo para o tema "Garden Of Disdain", pertencente ao mais recente álbum, "Kingdoms Disdained". (...)

Alice In Chains lançam vídeo para novo single

"The One You Know" é o novo single dos Alice In Chains, que pode ser ouvido no vídeo acima. A faixa faz parte do próximo álbum da banda, (...)


A capital do nosso país tem uma nova sala de espetáculos, o Lisboa ao Vivo, na qual foi possível rever os Katatonia. Os suecos tinham estado em Portugal no passado mês de Agosto, no VOA Fest, num ambiente festivaleiro e com muito sol à mistura. Desta vez, três meses depois, o meio envolvente esteve mais de acordo com a sonoridade melancólica a que a banda nos tem vindo a habituar. A primeira parte do espetáculo esteve a cargo dos dinamarqueses VOLA e dos islandeses Agent Fresco. Ambas as bandas atuaram pela primeira vez em terras lusas. 

Quando os VOLA entraram em palco, a sala ainda se encontrava a meio gás (algo que, em parte, poderá ser explicado pelo facto de algumas pessoas andarem um pouco perdidas, procurando pela sala – afinal, foi o primeiro evento “vestido de negro” do Lisboa Ao Vivo). Os dinamarqueses contam com um EP, “Monsters”, de 2011, e um álbum de estreia, que foi lançado em 2015 e reeditado em 2016, intitulado “Inmazes”; assim, não foi difícil prever quais os temas que iriam tocar nesta noite. Apesar de, muito possivelmente, serem desconhecidos da maior parte do público português, a receção à banda foi calorosa. Não tendo exatamente um estilo muito próximo aos Katatonia (sendo uma mistura de rock progressivo e eletrónica), cativaram o público, especialmente no tema mais pesado, “Stray The Skies”. Um bom começo de noite. 

De seguida, os Agent Fresco colocaram ao rubro grande parte da plateia, e o espaço começava a ser mais diminuto para o número de pessoas que ia chegando. Os islandeses contam com um EP e dois álbuns de estúdio e, recentemente, ganharam o prémio de melhor vocalista e álbum do ano, pelo Icelandic Music Awards. De facto, a energia do vocalista Arnór Dan Arnarson foi absolutamente contagiante do início ao fim (mexia-se tanto que, por vezes, a voz não chegava ao microfone), e a emoção transpareceu (e de que maneira) para os temas, bem mais do que em estúdio. O músico agradeceu vezes sem conta a oportunidade de ali estarem. A setlist esteve maioritariamente concentrada no último registo da banda, “Destrier”, de 2015. De outro álbum, foram apresentados “Anemoi”, “He Is Listening” e “Eyes Of A Cloud Catcher”. A dada altura, quem entrasse na sala ia considerar que a banda estava a atuar em nome próprio naquela noite, pois eram poucas as pessoas que se mostravam indiferentes ao som dos islandeses. Mais no fim do concerto, o vocalista aproximou-se das grades e foi cumprimentando os fãs que pediam um aperto de mão. É de referir que, quando a banda percebeu que tinha mais tempo de atuação do que o inicialmente previsto, acedeu ao pedido de uma fã portuguesa, Maria Silva, e tocou “Bemoan”. Muita cumplicidade e muitos sorrisos à mistura - certamente que na segunda visita a Portugal terão uma casa composta, e novos fãs à sua espera.

Os Katatonia vieram apresentar o seu mais recente álbum, "The Fall Of Hearts", mas não só. Há temas mais antigos que são obrigatórios (e não foram esquecidos, bem pelo contrário), e há sempre um ou outro tema mais inesperado. Iniciaram o concerto com um dos seus temas mais recentes, “Last Song Before The Shade” e continuaram com “Deliberation”, tema do registo “The Great Cold Distance”, tendo sido o álbum que mereceu mais destaque nesta noite (o que parece ter sido uma aposta bastante acertada). Comparativamente a atuações anteriores dos suecos, o som da banda pareceu mais pesado, o que certamente terá sido influenciado pela qualidade da acústica da nova sala, e houve mais improvisos na voz de Jonas Renkse do que o costume. Porém, o estilo do vocalista permaneceu inalterado: raras foram as vezes que vimos a cara do músico, dado que teimava em aparecer tapada pelos seus cabelos compridos, e poucas foram as vezes que falou com o público. Se isto ajuda a criar um ambiente algo sombrio e com a melancolia acima referida? Sem dúvida. O tema menos esperado e mais antigo que os suecos apresentaram, “Saw You Drown”, do álbum “Discouraged Ones” (que conta com quase duas décadas de existência), foi, muito possivelmente, o mais intenso da noite. Os mais aplaudidos? “Teargas”, “Criminals”, “Soil’s Song”, “My Twin” e “July” (que veio fechar a noite). Com inspiração na letra deste último tema, apetece dizer aos Katatonia que “it’s violent here/ don’t ever leave us”. Sim, podem (e devem) voltar. 

Texto por Sara Delgado
Fotografias por Liliana Quadrado
Agradecimentos: Prime Artists