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A capital do nosso país tem uma nova sala de espetáculos, o Lisboa ao Vivo, na qual foi possível rever os Katatonia. Os suecos tinham estado em Portugal no passado mês de Agosto, no VOA Fest, num ambiente festivaleiro e com muito sol à mistura. Desta vez, três meses depois, o meio envolvente esteve mais de acordo com a sonoridade melancólica a que a banda nos tem vindo a habituar. A primeira parte do espetáculo esteve a cargo dos dinamarqueses VOLA e dos islandeses Agent Fresco. Ambas as bandas atuaram pela primeira vez em terras lusas. 

Quando os VOLA entraram em palco, a sala ainda se encontrava a meio gás (algo que, em parte, poderá ser explicado pelo facto de algumas pessoas andarem um pouco perdidas, procurando pela sala – afinal, foi o primeiro evento “vestido de negro” do Lisboa Ao Vivo). Os dinamarqueses contam com um EP, “Monsters”, de 2011, e um álbum de estreia, que foi lançado em 2015 e reeditado em 2016, intitulado “Inmazes”; assim, não foi difícil prever quais os temas que iriam tocar nesta noite. Apesar de, muito possivelmente, serem desconhecidos da maior parte do público português, a receção à banda foi calorosa. Não tendo exatamente um estilo muito próximo aos Katatonia (sendo uma mistura de rock progressivo e eletrónica), cativaram o público, especialmente no tema mais pesado, “Stray The Skies”. Um bom começo de noite. 

De seguida, os Agent Fresco colocaram ao rubro grande parte da plateia, e o espaço começava a ser mais diminuto para o número de pessoas que ia chegando. Os islandeses contam com um EP e dois álbuns de estúdio e, recentemente, ganharam o prémio de melhor vocalista e álbum do ano, pelo Icelandic Music Awards. De facto, a energia do vocalista Arnór Dan Arnarson foi absolutamente contagiante do início ao fim (mexia-se tanto que, por vezes, a voz não chegava ao microfone), e a emoção transpareceu (e de que maneira) para os temas, bem mais do que em estúdio. O músico agradeceu vezes sem conta a oportunidade de ali estarem. A setlist esteve maioritariamente concentrada no último registo da banda, “Destrier”, de 2015. De outro álbum, foram apresentados “Anemoi”, “He Is Listening” e “Eyes Of A Cloud Catcher”. A dada altura, quem entrasse na sala ia considerar que a banda estava a atuar em nome próprio naquela noite, pois eram poucas as pessoas que se mostravam indiferentes ao som dos islandeses. Mais no fim do concerto, o vocalista aproximou-se das grades e foi cumprimentando os fãs que pediam um aperto de mão. É de referir que, quando a banda percebeu que tinha mais tempo de atuação do que o inicialmente previsto, acedeu ao pedido de uma fã portuguesa, Maria Silva, e tocou “Bemoan”. Muita cumplicidade e muitos sorrisos à mistura - certamente que na segunda visita a Portugal terão uma casa composta, e novos fãs à sua espera.

Os Katatonia vieram apresentar o seu mais recente álbum, "The Fall Of Hearts", mas não só. Há temas mais antigos que são obrigatórios (e não foram esquecidos, bem pelo contrário), e há sempre um ou outro tema mais inesperado. Iniciaram o concerto com um dos seus temas mais recentes, “Last Song Before The Shade” e continuaram com “Deliberation”, tema do registo “The Great Cold Distance”, tendo sido o álbum que mereceu mais destaque nesta noite (o que parece ter sido uma aposta bastante acertada). Comparativamente a atuações anteriores dos suecos, o som da banda pareceu mais pesado, o que certamente terá sido influenciado pela qualidade da acústica da nova sala, e houve mais improvisos na voz de Jonas Renkse do que o costume. Porém, o estilo do vocalista permaneceu inalterado: raras foram as vezes que vimos a cara do músico, dado que teimava em aparecer tapada pelos seus cabelos compridos, e poucas foram as vezes que falou com o público. Se isto ajuda a criar um ambiente algo sombrio e com a melancolia acima referida? Sem dúvida. O tema menos esperado e mais antigo que os suecos apresentaram, “Saw You Drown”, do álbum “Discouraged Ones” (que conta com quase duas décadas de existência), foi, muito possivelmente, o mais intenso da noite. Os mais aplaudidos? “Teargas”, “Criminals”, “Soil’s Song”, “My Twin” e “July” (que veio fechar a noite). Com inspiração na letra deste último tema, apetece dizer aos Katatonia que “it’s violent here/ don’t ever leave us”. Sim, podem (e devem) voltar. 

Texto por Sara Delgado
Fotografias por Liliana Quadrado
Agradecimentos: Prime Artists