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O segundo dia do VMF raiou com um espírito de festa inabalável. Após a estreia espectacular da edição de 2017 deste festival, não havia uma única alma neste recinto que não fosse conduzida pela vontade de assistir a grandes concertos, estourar (mais) dinheiro em merch, bem como o muy nobre e secular acto de comer e beber em boa companhia.

Por volta das quatro já se faziam ouvir os primeiros acordes do grind furioso dos alemães Implore, continuando o registo do dia anterior. Ideal para fãs de bandas como Napalm Death e Trap Them, Implore fizeram as delícias de todos os fãs de grindcore mais conservador, destruindo o palco com salvas de riffs violentos e gritos de anti-fascismo, algo relevantes nos dias que correm. O pontapé de saída estava dado, e o segundo dia do festival começou com grande promessa.

Directamente do País de Gales, Brutality Will Prevail entraram de seguida com o seu hardcore algo by-the-book, complementado com uma boa presença de palco. Infelizmente, a má qualidade do som aliado a alguns problemas técnicos no início do concerto deixaram algo a desejar.

Mantendo o registo hardcore, fomos brindados com a mais alta representação do género em Portugal: Hills Have Eyes. Como de costume, a energia da banda em palco foi invejável, e a entrega dos temas foi feita com rigor, que por sua vez contrastavam com a postura explosiva da banda em palco.

Seguidamente, Metal Church vieram representar os anos 80 com o seu heavy metal tradicional, ideal para fãs do género e pouco mais. Apesar da qualidade do som estar questionável, foi complementado com uma execução competente e uma boa postura de palco.

Tínhamos chegado, enfim, a um dos pontos altos deste segundo dia! Primordial deram um concerto espectacular e irrepreensível em todos os aspectos, onde não faltaram grandes temas como “Babel’s Tower” e “Where Greater Men Have Fallen”, encerrando o concerto com a mítica “Empire Falls”. Sem erros, com grande interação com o público e postura de palco exímia – colmatada com um som ao vivo excelente – a banda demonstrou que a sorte dos irlandeses é irrelevante quando se tem verdadeiro talento. Alguns poderiam dizer que a banda esteve cá imensas vezes nos últimos tempos, mas com um espectáculo assim, podem voltar quantas vezes quiserem. 

Tinha chegado a hora de um dos momentos mais aguardados do festival inteiro: Korpiklaani, os titãs finlandeses do folk metal. Divertidos, competentes e altamente profissionais face a certos problemas iniciais relativos ao backline – devidamente resolvidos no final dos primeiros dois temas – a banda brindou os presentes com um espectáculo onde não faltaram temas do último álbum “Noita”, bem como alguns clássicos como “Rauta”, “Vodka” e, obviamente, “Beer Beer”.

Ainda mais aguardados do que Korpiklaani, Soulfly aparentavam ter tudo preparado para serem uns cabeças de cartaz dignos, o que infelizmente não veio a acontecer. 
A prestação subpar de Max Cavalera a nível de guitarra e vocais, bem como o som ao vivo absurdamente intenso, mancharam aquilo que poderia ter sido uma exibição brutal. Não ajudou muito o facto do próprio vocalista lendário não ter noção onde fica Vagos, julgando pelo facto de ter dito “obrigado Porto” mais do que uma vez. No entanto, nem tudo foi mau, antes pelo contrário: Soulfly é uma banda com grandes músicos que compensaram a performance menos boa do vocalista, com destaque para o jovem Cavalera na bateria, que por sua vez não deixou uma única pessoa indiferente à sua grande presença e habilidade. Os presentes tiveram ainda direito a uma cover do clássico “Refuse Resist” de Sepultura e a alguns temas clássicos da banda como “Prophecy”. Em geral, e apesar de alguns pontos altos, foi um concerto que não fez jus à banda que o deu nem ao vocalista que a mesma possui.

Esperado por alguns e inesperado por outros, a verdade foi: Powerwolf deram um concerto brutal. Desde a óptima interação com o público, passando pelo excelente som ao vivo e culminando numa execução imaculada dos temas, estavam presentes todos os elementos que o que compõem um grande concerto. O público ficou absolutamente convertido à prestação dos alemães, trovejando em plenos pulmões ao som de temas como “We Drink Your Blood” e “Sanctified With Dynamite”. Sem dúvida, os verdadeiros cabeças-de-cartaz da noite.

Batushka criaram uma certa atenção com um soundcheck moroso e demorado, o que alguns diriam não ser a melhor decisão perante um público já completamente estourado por um dia inteiro de concertos. Não obstante, cerca de quarenta minutos depois do início do soundcheck, o público resistente foi brindado com uma das melhores performances do dia. O som estava de tal modo a que era mais agradável ouvir a banda ao vivo do que em álbum - a banda estava coesa e não houveram falhas relevantes na execução dos temas do seu álbum de estreia, Litourgiya. Apesar da postura de palco fora do comum, onde a banda se mexe o mínimo possível (com excepção de algumas teatralidades minimalistas por parte do vocalista), tudo fazia parte do espectáculo, em concordância estética com a caracterização do palco e da banda em si, tudo em volta do conceito de missa negra. 

Apesar dos percalços, o segundo dia do VMF acabou em grande, não destronando o ímpeto ganho no dia anterior. Para desilusão de muitos, aproximava-se o desfecho do festival, que era aguardado simultaneamente com excitação pelos grandes concertos que, sem dúvida, estariam para vir.

(ver mais fotografias do dia 2 e ambiente)

Texto por Ricardo Pereira
Fotografias por Hugo Rebelo
Agradecimentos: Amazing Events