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“Codex Omega” é a mais recente obra prima dos deuses gregos, SepticFlesh. Cada álbum é recebido com excelentes críticas e este não é excepção. Lançado no dia 1 de Setembro, “Codex Omega” é intenso e inspirador e o Sotiris V. contou-nos tudo. 

M.I. – O vosso álbum “Codex Omega” está prestes a ser lançado… como te sentes sempre que um novo álbum vai ser editado? O que se pode esperar de “Codex Omega”? Ficas nervoso como, provavelmente, ficavas no início da carreira? 

Sim, é algo que não muda. Cada vez somos mais exigentes e temos que corresponder às expectativas a cada novo álbum. Mas só avançamos com a ideia de fazer um álbum quando estamos 100% satisfeitos com as letras e as músicas e só depois é que entramos em estúdio para as gravações. “Codex Omega” envolveu muito trabalho e muitas emoções. Penso que os nossos fãs ficarão contentes com o resultado, porque nós estamos. 


M.I. – “3rd Testament” esteve no top Spotify ‘New Metal Tracks’ na semana em que saiu, por ser completamente viciante, como a maioria dos vossos temas. Qual é a fórmula secreta por trás de músicas tão poderosas? 

O nosso segredo é trabalho em equipa. Há uma grande química entre os membros de Septicflesh e cada um contribui com algo característico e pessoal para o nosso som. Levámo-nos ao limite para quebrar barreiras, pois somos os nossos maiores críticos. Trabalhamos imenso para encontrar as melhores ideias para que os nossos temas consigam perdurar durante muito tempo. 


M.I. – Uma banda como SepticFlesh pensa exaustivamente em todos os aspectos do álbum, nada é deixado ao acaso… podes esclarecer-nos sobre o significado da capa, mais uma vez desenhada pelo talentoso Seth Siro.

A figura principal, chamemos-lhe a Rainha sem rosto, aparenta ser maléfica e a sua cabeça é como um útero aberto. No lugar do cérebro existe o que parece ser um bebé inocente. Mas o aspecto pode ser enganador… existe uma pista no prólogo do tema “The Gospels of Fear”. 


M.I. – O tema “Dante’s Inferno” foi inspirado no poema de Dante Alighieri? Onde vos inspirais para escrever letras tão elaboradas e profundas?

No geral, como letrista, não me quero limitar a um ou dois assuntos e existe uma grande variedade de assuntos abordados nos nossos álbuns. Escrevo sempre sobre coisas que me impressionam, positiva ou negativamente, mas de uma forma poderosa. A literatura e a literatura clássica, em geral, são excelentes fontes de inspiração. No novo álbum tive a oportunidade de prestar homenagem ao famoso poeta Dante. 


M.I. - Fotis Benardo já não é o baterista neste álbum. Agora têm KRIMH. Foi complicado encontrar o baterista perfeito para a banda? 

Felizmente, encontramos rapidamente o tipo perfeito para o trabalho.Foi uma questão de sorte e bom timing. O Krimh é um baterista fantástico e conseguimos ficar com ele antes que outra banda aparecesse. Ele deu um grande contributo para a criação de “Codex Omega”, até com alguns riffs de guitarra. 


M.I. - “Codex Omega” incluí 2 discos. Porquê? O disco 2 só tem 3 faixas (uma versão orquestral de um tema no disc0 1)... é mais orientado para os fãs mais acérrimos?

Os 3 temas de que falas duram 25 minutos e têm uma mistura diferente da lógica do álbum, formando uma espécie de banda sonora já que são basicamente partes orquestradas. São para toda a gente ouvir. Cada ouvinte encontrará uma miríade de pequenos detalhes que fazem com que estas versões se destaquem. 


M.I. – A Season of Mist tem sido a vossa editora nos últimos 10 anos. Como é a vossa relação? 

Excelente. Tudo corre bem. É uma longa e bem sucedida cooperação. 


M.I. – Vocês quebraram o recorde da Season of Mist com o número mais elevado de pré-vendas com o álbum " Codex Omega ". Qual foi a tua primeira reacção ao saber disto? 

Como deves imaginar, ficámos maravilhados com esta “conquista”. Este foi o sinal de que a nossa base de fãs está a crescer e que há muita gente “esfomeada” por este novo álbum. 


M.I. – As fotos promocionais foram tiradas por um fotógrafa grega e os fatos feitos por um artista grego de efeitos especiais. É importante para vocês ajudarem artistas gregos?

Sim. Há aqui grandes artistas cheios de talentos e é bom poder apoiá-los. Na época do “Titan” começamos uma colaboração com Prokopis Vlaseros para a criação dos nossos fatos, sob a supervisão do Seth que é o responsável pelo aspecto visual da banda. Ele é especialista em efeitos especiais e tem mesmo uma loja de trabalho de horror em Atenas. Agora com “Codex Omega” também colaboramos com Stella Mourouzi, para as fotografias da banda. 


M.I. – Há muitos concertos já marcados e o vosso Outono será muito preenchido… podemos esperar ver-vos ao vivo em Portugal?

Não temos nada confirmado neste momento mas, definitivamente, queremos ir a Portugal, portanto sei que se arranjará qualquer coisa para a tournée de “Codex Omega”. 


M.I. – A banda fez uma tournée na Rússia neste ano e agora vai arrancar com uma nova tournée no Outono… como arranjaram tempo para gravar e misturar “Codex Omega”?

Bem, no Outono vamos embarcar numa longa tournée pela América Latina com os Fleshgod Apocalypse. De qualquer maneira, durante o tempo em que compusemos e gravámos “Codex Omega”, os concertos eram poucos, já que queríamos estar inteiramente focados na criação do novo álbum. As gravações principais e o processo de mistura ocorreram entre Dezembro 2016 e Janeiro 2017. 


M.I. – Sei que tocar na Grécia deve ser especial por ser a vossa terra natal, mas qual o melhor lugar em que já tocaste? E o pior? 

Bem, recordo-me de excelentes concertos na Grécia, provavelmente por razões sentimentais já que tocamos com a nossa banda preferida, Dead Can Dance, e tivemos a oportunidade de os conhecer. Isso aconteceu no Rockwave Festival em Atenas em 2013 e para mim foi o melhor. O pior foi Metal Healing festival 2007 por ser um dos mais desorganizados de que me lembro. 


M.I. – O que tem de pior a indústria musical hoje em dia?

A indústria musical adoptou os métodos de lavagem cerebral e usa-os em abundância.

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Entrevista realizada por Sónia