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Os nova-iorquinos Overkill pertencem ao grupo de bandas de thrash metal, dos anos 80, que teimam em lançar material de qualidade no novo milénio. A banda de Bobby Blitz e D.D. Verni andou meio perdida durante vários anos, mas voltou à forma com grandes discos como "Ironbound" e "The Electric Age" sendo que "White Devil Armory" e este novo, "The Grinding Wheel", também são ótimos álbuns, com faixas fortes, embora sejam globalmente inferiores aos dois primeiros que referi.

Estilisticamente as diferenças são quase nulas entre os quatro discos supracitados, o que até é bom porque, como se costuma dizer, em equipa que ganha não se mexe. Afinal de contas, ninguém, no seu perfeito juízo, quer que as bandas de thrash de hoje em dia se afastem do género praticado e da sonoridade que as caracteriza. Tais mudanças deram resultados algo insatisfatórios, quer para as bandas de thrash no geral quer para os Overkill em particular.

Na década de 90, quando a qualidade dos trabalhos das bandas do género decaíram, seria difícil de imaginar que, décadas depois, o thrash metal iria ressurgir e que muitas das bandas clássicas iriam editar excelentes álbuns. Nem era expectável que aparecessem tantas bandas novas a praticar o género, inspiradas nos nomes do passado.

Resumindo, o thrash metal respira saúde atualmente e ainda bem para os fãs desse subgénero tão relevante para o metal. Os Overkill têm a sua quota parte de responsabilidade na boa forma em que o thrash se encontra, pelos fortes álbuns que têm editado e pelos concertos enérgicos que dão e não se coíbem de continuar a escrever excelentes canções como "Mean, Green, Killing Machine", "Goddamn Trouble", "Shine On" e "Red White and Blue" que, certamente, irão fazer parte dos alinhamentos ao vivo da banda. Ótima é também "Our Finest Hour" que só peca por ser algo semelhante a "Electric Rattlesnake", a conhecida música-título do anterior álbum do grupo. O groove de "Come Heavy" é contagiante qb, sendo que os restantes temas do álbum que não foram mencionados são também muito aceitáveis, com a exceção do filler "Let's All Go to Hades", que acentua o lado mais heavy metal da sonoridade da banda mas falha em dar variedade ao álbum.

37 anos de carreira e 18 álbuns dá, aproximadamente, 1 álbum de 2 em 2 anos. Poucas bandas de thrash metal conseguiram tal longevidade sem interrupções e esta regularidade a nível de lançamentos. Por tudo isso e pela qualidade evidenciada pelo grupo durante os primeiros e os últimos anos da sua carreira, podemos dizer que os Overkill estão de parabéns pela perseverança, trabalho árduo e pela boa música que escreveram até à data. Continuem porque cá estaremos também para vos ouvir.

Nota: 8.2/10

Review por Mário Santos Rodrigues