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A mistura de samples de cinema com um peso típico do metalcore nas primeiras faixas de “Love will kill all” parece uma abertura de um álbum ecléctico, a chegarmos a “End Us” nota-se uma formatação dentro dos moldes do metalcore com relegação de outras sonoridades para segundo plano. Nesse aspecto relembra a abertura de “Ascendacy” dos Trivium, banda cuja pegada sonora se faz sentir ao longo do álbum de regresso dos Bleeding Through.

Ao quarto tema “Cold War”, mantém-se o peso na bateria e riffs de guitarra com apontamentos de teclado a lembrar Soilwork. O equilíbrio entre vozes ásperas e vozes limpas, nomeadamente em “Dead Eyes”, lembra o estilo de Howard Jones, actualmente nos Light the Torch com o baixista Ryan Wombacher (membro de ambos grupos). Ao mesmo tempo parece haver um gradual desvio da declaração de intenções do início do álbum ao nível de ambiências cinemáticas, apesar de regressarem esporadicamente ao longo do disco em pequenas doses.

Em “End of Us”, esta mudança de registos vocais é evidente, sendo que começa de uma forma que relembra Apocalyptica na utilização de sons a relembrar instrumentos clássicos e o próprio peso e groove na bateria (a própria voz limpa até parece recordar a voz de Franky Perez).

Com “Buried”, surge uma sonoridade instrumental a recordar Carach Angren na sua teatralidade, ainda que a voz se mantenha mais próxima do registo metalcore. O mesmo surge no tema “Set me free”, que se trata de uma boa escolha enquanto single/vídeo pois resume o ambiente e sonoridade deste álbum.

No seu todo, o álbum de regresso dos Bleeding Through é um bom disco de metal agressivo, com groove e intensidade (para a qual contribui a reduzida duração dos temas em si). No entanto, parece perder a possibilidade de ser um álbum que traga novidades com diversas audições, pois não varia o suficiente em termos sonoros. Por outro lado, a energia da banda presente nestes temas poderá ser promissor para futuros lançamentos nesta nova fase do seu percurso.

Nota: 6/10

Review por Raúl Avelar