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Após criarem furor com o lançamento de duas demos em 2016 e o excelente álbum de estreia, "Primordial Malignity", em 2017, que lhes valeu um lugar em muitas listas de álbuns do ano de Death Metal, os canadianos trazem-nos uma nova doença este ano, o magnífico "Manor of Infinite Forms".

Contendo duas faixas apresentadas anteriormente numa demo lançado, também ela em 2017, após o álbum de estreia, quero começar por realçar a brilhante capa desta obra. É de denotar o espetacular detalhe desta capa, que consegue ao mesmo tempo evocar o som pútrido a que esta banda já nos acostumou e trazer algum sentimento de abstrato e esoterismo dada a sua "multicoloridade". E que bem que se adequa esta pintura ao som dos Tomb Mold.

Esta banda surge-nos mais uma vez sem qualquer tipo de problemas com uma obra que não inventa rigorosamente nada. Zero de experimentalismos e de tentativas de soar fora da caixa, e isto é na realidade muito bom. Assim o é pois os Tomb Mold estão na vanguarda do revivalismo do som "old-school" do Death Metal finlandês, sonoridade que infelizmente nunca saiu muito da obscuridade, tendo a maioria das bandas se ficado pelo lançamento de demos. Esta fase foi, não obstante, uma das mais entusiasmantes da história do Death Metal e os Tomb Mold estão a mostrar conseguir pô-la na boca de uma merecida audiência mais vasta. É então evidente as semelhanças com bandas de culto como Abhorrence, Purtenance ou Disgrace a partir da primeira audição.

Não fique, no entanto, a ideia que este projeto se limita a copiar este som, pois tal não é o caso, particularmente neste album. Os Tomb Mold apresentam-nos um som mais refinado, estruturado e complexo do que esse do início dos anos 90 pois, apesar de estar presente o mesmo som pantanoso e imundo que caracterizava essas bandas, estre projeto presenteia-nos com sequencias complexas e infindáveis de excelentes riffs, groovy e totalmente destruidores que saciam qualquer adepto do riff, algo mais técnicos também do que as bandas a que são reminescentes. Estes canadianos, no entanto, raramente tiram o pé do acelerador, sem ser na ultima faixa que relembra Death/Doom, todas as outras são rápidas e triturantes, note-se como abre o álbum, da melhor maneira possível, com um misterioso riff, algo melódico até, mas com o blast beat mais destruidor que vamos ouvir este ano.

É de realçar também o trabalho extraordinário na bateria neste album. Além de o baterista realizar também os vocais, nos quais também não deixa nada a desejar, é de louvar como este consegue realizar esta função e ao mesmo tempo ter um trabalho super variado na bateria, repleto de excelentes fills, ótimos blasts, beats que não soam nada redundantes e variar entre tudo isto com uma fluidez tremenda.

Apesar de tudo isto, este não um álbum perfeito. Mesmo com uma excelente produção, que consegue ser clara mas não demasiado opressiva, soando ao mesmo tempo crua e energética (pontos para a banda que consegue soar totalmente esmagadora sem ser "overproduced"), acho que esta ficou aquém do álbum anterior, ao dar menos espaço ao baixo, que mesmo que audível não tem o papel extraordinário que apresentou nos registos anteriores da banda. Também pelo facto de no geral ser uma produção e mixagem menos única do que a apresentada no álbum de estreia, que era de facto muito particular e realçava tudo o que devia na banda. Também o surgimento na tracklist de duas faixas que, mesmo que soberbas, já tinham sido apresentadas numa demo anterior, não favorece tanto a banda, mesmo que apresentem uma masterização diferente.

Não obstante, o "Manor of Infinte Forms" não deixa de ser um fortíssimo candidato a álbum de Death Metal do ano e mais um passo na direção certa desta banda, que cada vez mais solidifica a sua posição como um dos grandes grupos do revivalismo do Old School Death Metal. São um projeto a manter em vista, especialmente dada a elevada produtividade que apresentam, e a sua relação com qualidade, tendo anunciado nas redes sociais que começaram já a trabalhar num novo álbum.

Nota: 8,8/10

Review por Filipe Mendes