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“You Without End” abre com piano e uma guitarra suave a lembrar Explosions in the sky, seguidos por uma narração quase em “voz off”, como se tratasse de uma mistura de transmissões rádio. A voz de George Clarke entra cortante, mas sem que haja uma quebra do ambiente melancólico.

Assim começa o quarto álbum dos Deafheaven, a relembrar passagens de “New Bermuda” ou “Sunbather”, mas claramente a gravitar para uma sonoridade mais suave e imersiva, enquanto o primeiro álbum supramencionado era opressivo. Parece que estamos perante mais um passo na evolução da banda de São Francisco, mesmo que seja um claro afastamento da raíz do black metal, para se aproximar de uma sonoridade mais post-hardcore de uns Touché Amoré, ou de shoegaze na veia de Alcest (em “Near” a voz de George Clarke relembra Neige).

O segundo tema do disco e single de avanço, “Honeycomb”, mantém o ambiente melancólico por poucos segundos, passando de seguida para uma descarga de fúria por toda a banda, sendo de denotar o baixo destacado de Chris Johnson e a bateria arrasadora de Daniel Tracy. Trata-se, curiosamente, do tema mais reconhecível para a sonoridade “típica” dos Deafheaven, sendo que se aproxima do rock convencional no solo de guitarra.

“Canary Yellow” começa por lembrar Alcest em “Shelter”, não tendo pressa em sair do feitiço lançado pelas guitarras de Kevin McCoy e Shiv Mehra, mantendo-se a bateria suave, algo que é invulgar para o supra mencionado Daniel Tracy, cuja agressividade e precisão neste tema encontra um novo tipo de contenção dentro do contexto sonoro da banda (algo que se destaca em “Near”).

“Glint” e “Near” parecem invocar Red Sparowes, ao passo que “Night People”, com a voz de Chelsea Wolfe a acompanhar George Clarke (num registo suave), parece invocar outros duetos contrastantes como Nick Cave e Kylie Minogue em “Where the Wild Roses Grow”, com uma harmonia sonora a recordar Muse (mais precisamente “Animals”). A opressividade quase doom de “Worthless Animal” encerra o disco com quase como que uma volta de 360 graus de regresso à sonoridade que o iniciara em “You Without End”.

Ao chegar ao final de “Ordinary Corrupt Human Love”, fica-se com a sensação de que os Deafheaven continuam a evoluir sonoramente e, se bem que há aspectos de louvar nessa evolução, a extensão de metade dos temas do álbum torna-os demasiado densos. Como em “New Bermuda”, é na divagação sonora que se encontra o ponto forte desta banda, mas também um dos seus pontos fracos, especialmente quando as secções instrumentais se prolongam sem direcção melódica (“Honeycomb” é o tema onde este aparente paradoxo se evidencia mais).

Os temas que mais fogem a esta situação, como “Near” e “Night People”, revelam-se os pontos altos do álbum e parecem apontar um futuro risonho para os Deafheaven como uma banda que quebra barreiras de género, mas que ainda se encontra em processo de descobrir a sua identidade.

Nota: 6/10

Review por Raúl Avelar