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Mass Disorder - "Conflagration" Review


Os portugueses Mass Disorder em 2018 vieram dar mostras de que o metal português é, cada vez mais, digno de uma atenção de quem está dentro da linha da fronteira. "Conflagration" é o álbum de estúdio que o quinteto almadense nos oferece.

Para quem gosta de um bom Thrash Metal com selo português, será certamente uma experiência a ter e repetir até o botão "Play" ficar gasto.

Começamos com "Arson", um instrumental de um minuto e meio que aos poucos e poucos vai cativando o ouvinte e deixá-lo na expectativa para o que daqui virá. "Rats" acaba por certificar a banda formada por André Gomes (que toma conta do baixo afinado), Bruno Evangelista (que nos toma de assalto com vozes capazes de renascer os mortos), a dupla de guitarras de Nelson Carmo e Valter Aguiar e Paulo Ramos (que tem uma bateria que nos tira o sono, ou o cansaço). São quase 4 minutos de pura adrenalina, riffs vindos do inferno, vozes rasgadas e profundas, pedalada até ficarmos a pedir por mais.

"Modus Operandi" vem tirar toda e qualquer dúvida de que este poderá ser um dos melhores lançamentos em terras lusitanas - 4 minutos que o ouvinte certamente ficará com a música na cabeça (e talvez sofra um pouco com o pescoço) - mas os Mass Disorder não ficam por aqui. "Death Vow", quarta faixa do álbum, vem com uma carga de ódio e energia que a margem Sul do Tejo tão bem sabe demonstrar.

"Violence", "Vicious Circle", quinta e sexta faixas do álbum, honram o Thrash, honram o poderio com pedaladas rápidas, pratadas violentas, vozes infernais, uma guitarra rítmica que tão bem acompanha o álbum e uns dedilhados que acabam por tornar esta desordem em algo "calmo" (aqui dispensam-se comparações, os Mass Disorder acabam por de certa forma cunhar o seu estilo).

Seguidamente temos "Premonition", ao longo de seis minutos esta energia continua e aqueles gritos de Bruno Evangelista parecem infinitos (no bom sentido). Sabemos que a desordem ainda não acabou e o caos está bem presente na nossa vida - e nós queremos muito mais disto, Mass Disorder. O álbum termina com "Illegal Ambition" e até o mais cético a este género de metal já saltou e bateu o pé umas quantas vezes (aquela outro... divina!...) Resumidamente, berros profundos, pedais rápidos, guitarras e baixo alinhados. O segredo para quase 38 minutos de excelência.

Aos Mass Disorder, um grande obrigada e os meus sinceros parabéns, por contribuírem para que o Metal nacional seja algo que merece a nossa atenção e.. resta-nos ver isto ao vivo!

Nota: 9/10

Review por Carolina Lisboa Pereira