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O Bardoada Fest é uma experiência única no panorama musical em Portugal. Dificilmente temos um outro evento que reúne tantas bandas de qualidade inquestionável do underground, sejam elas de rock, punk, hardcore ou metal, juntas durante dois dias, partilhando um palco com exactamente a mesma duração atribuída a cada uma. Há cabeças de cartaz, claro, mas cada banda tem exactamente uma hora (já contando com soundcheck) para mostrar o que vale.

Para 2018, Igor Azougado e a sua equipa do AJCoi criou um cartaz com 22 bandas espalhadas pelos dias 5 e 6 de outubro.

O primeiro dia arrancou pontualmente às 15 horas com os paulistas Desalmado e um calor brutal dentro do pavilhão. A única banda estrangeira do cartaz está em Portugal para uma tournée pelo país com os Besta, que retribuem assim o favor que a banda de grindcore brasileira teve para com os portugueses no verão deste ano. Incidindo a sua actuação no mais recente “Save Us From Ourselves”, o primeiro disco onde a banda canta as suas letras em inglês, arrancaram com “Privilege Walls”, a faixa que abre o disco. 
Mesmo perante uma reduzida plateia, nem por isso se deixou de sentir a força dos nossos irmãos do Hemisfério Sul, mostrando em temas como “Black Blood” ou “Blessed By Money” umas pitadas de death metal e mesmo hardcore neste novo registo, mas o puro grindcore não podia faltar, como por exemplo em “Preço da Liberdade”, faixa do disco de 2014 “Estado Escravo”.

Mudança rápida de palco e ouvem-se os primeiros acordes do punk rock dos Decreto 77. Longe dos palcos há algum tempo, a banda de João Punker brindou os presentes com bom humor e grandes malhas, numa actuação baseada no disco de estreia mas que não esqueceu o passado da banda de Almada. “No Trendy Winds”, do velhinho split CD de 2007 com os Flippin Beans “Anthems from the Cities”, arrancou 30 e poucos minutos de performance, com João constantemente a comunicar com o público e a pedir que este se chegasse mais para a frente. “Our Own Way”, editado no split CD de 2006 “Piss on Decreto” com os Piss, e “Passivity”, faixa do último disco da banda, “Getting Older, Wasting Time” de 2013, antecederam regresso ao split de 2006, com um excelente “Punk Rock Elite, a mostrar que íamos percorrer toda a discografia da banda. “My Own Thoughts and Ideals” volta a entrar por terrenos do disco de 2013, seguido por “És Uma Merda", “Yeah Right”, “Not Alone” e “Freedom”, a anteceder o final com “Getting Older, Wasting Time” colado a “Big Bucks”, o hino gravado no split “Anthems from the Cities”.

De Odemira chegou o hardcore dos Since Today, um coletivo de músicos da localidade alentejana, que conta com alguns Suspeitos do Costume, com Rui “Manilha” à cabeça. “No More Values” iniciou a prestação dos alentejanos, faixa que faz parte do único registo discográfico da banda, o EP “Don’t Give Away All Your Roots” do final de 2014. A festa continuou com “Knight Rider”, “Resist and Multiply” e “World’s Falling Apart”, outra das faixas do EP, antes de “Destruction”. Mais uma das faixas do disco de 2014, “Judgement”, antecedeu a tripla final, com os potentes “Give Life A Chance”, “Broken Hell” e “Wake Up” a mostrar um excelente futuro que merece nova edição discográfica.

Nowhere To Be Found são a nova incarnação dos Insch, que se apresentam agora como quarteto, com a inclusão do guitarrista João Quintais, e uma sonoridade mais emocore com pitadas de metal alternativo. 
“Catchfire” e “Kamorebi” anteciparam o single de apresentação da nova formação, “Closer”, uma versão da música dos The Chainsmokers. As faixas do reportório da banda ainda fazem parte do único disco dos Insch, “Safe Heaven” de 2016, como “Home” ou “It’s Yours”, assim como o hino da banda, “Whenever You Call My Name” que encerrou o concerto, mas é de ficar atento a este novo som da banda, já visível em “The Prey” ou “Traverse”.

Os The Year apresentavam no Pinhal Novo o EP “Beasts”, editado pela Hell Xis Records. 
Oriundos de Pombal mas sediados em Lisboa, a banda arrancou logo com “Bastion”, “Red Lights” e “Ghost Town”, tripla do novo EP e que imediatamente levou para a frente do palco a comunidade hardcore presente no recinto. “Sylvester’s Not Alone” e “Suck My Teeth” recordaram o auto-intitulado disco de 2013, e anteceder nova dupla do novo EP, “Evade” e “Slaves’R’Us”. “Full Damage” e “Jason Never Dies” voltaram a relembrar 2013, e levaram a velocidade estonteante o concerto até ao seu clímax final, “Sweaty Palms”.

O metal não podia deixar de estar presente no Bardoada deste ano, e os Tales For The Unspoken representaram o estilo ao mais alto nível. 
A banda de metalcore de Coimbra arrancou com “Possessed”, e foi percorrendo toda a discografia da banda, com temas como “I, Claudius”, “Burned My Name” ou “Crossroads”. Marco Fresco esteve muito interventivo, aproveitando para deixar agradecimentos vários e alertar para outra banda de Coimbra que iria encerrar este primeiro dia, os The Parkinsons. 
Final apoteótico com o clássico “N’Takuba Wena”, que apareceu no disco de 2011 “Alchemy”.



Altura para assistir ao ritual da Besta, frase com que Paulo Rui inicia cada apresentação do expoente máximo do grindcore, em Portugal. 
Em pouco menos de 40 minutos, a banda percorreu dezenas de temas da sua já extensa carreira, que conta com seis álbuns de estúdio e diversos splits. No total, 28 temas divididos em mini-blocos do mais puro grind, servidos pela guitarra aguda de Rick Chain e uma secção rítmica composta pelo Lafayette nas peles e o Gaza no baixo. 
Difícil seria destacar algum tema no meio de tal prolifera atuação, onde até Paulo Rui brincou ao anunciar que estavam quase a terminar o concerto pois faltavam apenas 25 faixas até ao fim.

De Santa Maria da Feira vieram os Revolution Within e o seu thrash metal. 
Com uma sala que entretanto ia ficando mais composta mas ainda longe do ideal para um cartaz com qualidade, a banda de Rui Alves iniciou a prestação com “Suicide Inheritance” e não mais deu sossego à plateia. “From Madness to Sanity” ou “Until I See the Devil Dies” são grandes malhas para movimentar o público, mas foi o final com “Pure Hate” e ”Stand Tall”, incluindo uns acordes de “Domination” dos Pantera e uma wall of death de homenagem aos irmãos Dimebag Darrell e Vinnie Paul, que vão ficar na memória de todos os presentes.

O relógio marcava 23 horas certas quando ecoou pela sala o stoner rock dos Dapunksportif. 
Com novo disco este ano, o aclamado “Soundz of Squeeze’o’Phrenia”, a banda de Paulo Franco deu um concerto impecável, com um convidado especial na bateria, nada mais nada menos que Paulinho dos Ramp. 
Destaque para “Rollercoaster” e uma versão alargada de “Summer Boys” a encerrar.

Quase a jogar em casa, face à pouca distância entre Pinhal Novo e a Baixa da Banheira, os Ibéria são uma das grandes bandas de heavy metal e João Sérgio é uma instituição na guitarra baixo. Encaixar em pouco mais de 40 minutos, os clássicos da banda com as novidades de “Much Higher Than A Hope”, de 2017, era tarefa difícil, mas a entrega e o profissionalismo do quinteto deu a volta por cima e apresentou “Heroes Of Wasteland” lado a lado com “Sanctuary Of Dreams” ou “God’s Euphoria”, terminando uma enérgica actuação com os incontornáveis “Unfaithful Guitars” e “Hollywood”. Mais uma grande prestação de Hugo Soares, sempre um espectáculo à parte pela teatralidade que empresta à actuação.

Altura de fechar o primeiro dia do Bardoada, edição de 2018. E nada melhor que fechar com chave de ouro, convidando uma das melhores bandas ao vivo de Portugal, os The Parkinsons. Um concerto fabuloso da banda punk de Coimbra, que não deixou um milímetro do palco por percorrer, tal a fogosidade e o empenho demonstrados. O vocalista Afonso Pinto e o guitarrista Vitor Torpedo estavam completamente possuídos pelo espírito do verdadeiro rock’n’roll, percorrendo a discografia da banda como um comboio desgovernado que, a qualquer momento, pode sair dos seus trilhos e arrastar consigo quem lhe fizer frente. “The Shape of Nothing to Come”, disco deste ano editado pela Rastilho, foi naturalmente o destaque, com temas como “See No Evil” ou “Sexy Jesus” a espalhar o caos do palco para a plateia, mas concerto dos The Parkinsons sem clássicos não é concerto, pelo que não podiam faltar “New Wave”, “Nothing to Lose” ou “So Lonely”, entre outros.

Fim do primeiro dia, venha o seguinte!!!

Texto e fotos por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Festival Bardoada e Ajcoi