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Os Opus Diabolicum foram a última confirmação para a edição de 2014 do Vagos Open Air, e os primeiros a tocar no terceiro dia do festival. Este foi o grupo mais diferente de todas as edições do Vagos, porque é formado por um trio de violoncelistas, que toca covers de Moonspell, em tributo à famosa banda nacional. Como é sabido, esta abordagem não é completamente virgem, a nível internacional há Apocalyptica e em Portugal já existiam os Corvos, antes dos Opus Diabolicum terem aparecido. Foi um início de tarde diferente e muito agradável, na companhia desta banda portuguesa que homenageou da melhor forma os Moonspell e foi aplaudida pelo público presente. O ponto mais alto da actuação foi "Alma Mater", tema em que os Opus Diabolicum foram ajudados por muitos dos espectadores, que entoaram a sua letra.


Vindos do Algarve, os MURK (antigos Sattor) foram à Quinta do Ega apresentar a sua interessante sonoridade, a qual auto-intitulam de death metal alternativo, e levaram o EP "Tyrants Of Decay" na bagagem. Foi um curto mas bom concerto, de um projecto que deu indicações mais que positivas da sua música e que promete dar nas vistas a nível nacional. Depois da oportunidade que dispuseram de mostrar o seu som no Vagos Open Air, ficaram no mapa da música de peso portuguesa. Agora, terão de dar continuidade às suas ideias para vingar numa cena competitiva.


Os The Quartet of Woah! são uma das grandes bandas do rock nacional actualmente, com uma sonoridade que mescla o rock dos 70's com o stoner rock. Pela sua qualidade, este quarteto tem recebido convites de vários festivais de metal e rock portugueses, merecidamente, e esta inclusão no cartaz do Vagos Open Air só pode ter surpreendido os mais desatentos. Não é metal mas é boa música e isso é que interessa. O público recebeu bem o som da banda, que foi alvo de muitos aplausos.



Para o último dia estava reservada a grande surpresa do festival. Os espanhóis Vita Imana, oriundos de Madrid, desconhecidos de quase todos os festivaleiros, presentearam os espectadores com um concerto enérgico, que causou muito movimento nas linhas da frente e foi alvo de uma óptima reacção por parte do público. O sexteto madrileno, que até conta com uma percursionista na sua formação, causou furor com o seu groove metal tribal, que faz mesmo lembrar Soulfly e Sepultura, salvo as devidas diferenças. Não terá sido um dos momentos mais memoráveis do festival mas cumpriu a 100% a tarefa de entreter o público.


A lendária e influente banda de Nick Holmes e Gregor Mackintosh, Paradise Lost, era naturalmente um dos nomes mais aguardados do terceiro e último dia do Vagos Open Air. Como é sabido, esta foi a primeira vez que o festival teve um terceiro dia, que se revelou um sucesso, com muito público, que lá estava essencialmente pelos Paradise Lost e pelos Gojira. A banda inglesa deu um óptimo espectáculo, cujo alinhamento foi muito diversificado e repartido por dez álbuns da sua carreira. Até o menos bem recebido "Host" foi relembrado ao ser tocada a sua faixa de abertura, "So Much Is Lost". Clássicos como "Enchantment", "One Second", "True Belief", "Pity the Sadness" e "Say Just Words" não faltaram e temas mais recentes, mas nem por isso mais fracos, foram tocados como foram os casos de "The Enemy", "Faith Divides Us - Death Unites Us" e "Tragic Idol". Portanto, os temas escolhidos foram fortes e, além disso, há a salientar um Nick Holmes seguro vocalmente e mais comunicativo do que o habitual, não hesitando, de tempos a tempos, em puxar pelo público.

Para o final ficou reservado o concerto de uma das bandas mais pedidas para o Vagos Open Air, nos últimos anos, pelo público nacional, os franceses Gojira. São franceses, mas dois deles, os irmãos Joe Duplantier e Mario Duplantier, têm sangue português a correr-lhes nas veias, conforme o primeiro revelou durante a actuação. O vocalista/guitarrista mostrou também a sua satisfação pelo facto dos Gojira estarem a tocar em solo português, referindo que esta foi a primeira actuação da banda no nosso país, em 18 anos de carreira. Como que a justificar o facto de terem sido bastante pedidos para o festival e de serem headliners, os franceses arrancaram para um espectáculo demolido que nem a chuva, que caiu durante o mesmo, impediu de se concretizar. O público não arredou pé, mesmo com as condições climatéricas adversas durante boa parte do tempo, e assistiu a um concerto de alto nível, composto por um alinhamento de luxo, baseado essencialmente em músicas dos últimos três trabalhos da banda. Todos eles foram interpretados de forma exímia e os Gojira demonstraram, agora ao vivo, o porquê de serem considerados uma das bandas de excelência do metal contemporâneo. Deste modo terminou com chave de ouro o terceiro dia de concertos no festival, reflectindo uma das edições mais fortes em termos de cartaz e do nível qualitativo das actuações. Venha mais uma grande edição.



Texto por Mário Santos Rodrigues
Fotografia por Diana Fernandes
Agradecimentos: Prime Artists / Vagos Open Air