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Depois de um EP muito aclamado no underground por alturas de 2012, os Terror Empire estreiam-se nas longas durações com “The Empire Strikes Black”, um álbum que continua a fazer lembrar os Sepultura com atitude de Pantera e com traços de death metal, cheio de energia, como é apanágio das bandas portuguesas de thrash. O álbum mostra ainda que os Terror Empire são uma banda diferente daquilo que já temos no panorama heavy metal português. Aliás, nesta altura do campeonato, um dos melhores elogios que podem ser dados a uma banda de heavy metal é mesmo o de ser diferente.

À cabeça, essa é uma das propriedades interessantes deste “The Empire Strikes Black”: nós já ouvimos isto em qualquer lado, até sabemos onde foi, mas “isto” continua a soar interessante. “Skinned Alive” fez lembrar Slayer com o riff inicial (Reborn?), mas esse flashback logo se dissolve à medida que a canção evolui para algo com atitude, melodia e com toques de outros subgéneros. Este exercício repete-se com outras canções dos Terror Empire, mas, sem nada soar completamente original, também nada soa a copiado. Digamos que as influências são fortes e estão um pouco por todo o lado, fazendo lembrar o efeito elefante numa loja de porcelana. As canções apresentam uma mecânica veloz e ríspida, sem tempo para descansos ou baladas, mas com alguma versatilidade a nível melódico. Se canções como “Revolution Now”, “Black” ou “Break the Cycle” vão com muita sede ao pote, outras como “Man Made of Sand” (do melhor que os Terror Empire já fizeram) ou “Good Friends Make the Best Enemies” diminuem um pouco a velocidade e são faixas com cabeça tronco e membros, algo que, no meu ponto de vista, valoriza mais a técnica e estilo da banda.

As oscilações entre malhas in your face e canções mais trabalhadas trazem à baila a diversidade que hoje em dia faz falta a algumas boas bandas da nova vaga do thrash. A velocidade é muitas vezes mais eficaz quando está no mesmo habitat da melancolia e da introspecção. Nem todas as novas bandas parecem entender isto, mas os Terror Empire colocam isso em prática neste álbum, embora a primazia seja dada ao registo fast and furious, que é mesmo a cara da banda. A adição de elementos death metal, como a voz mais áspera de Ricardo Martins, é outra mais-valia que a banda tem. Sem pisar os movediços trilhos da inovação, a banda de Coimbra é competente naquilo que propõe: caos, velocidade e diversão. Tudo isto é mais que garantido aqui, não há dúvida.

Os Terror Empire são mais uma excelente sugestão made in Portugal no que toca a heavy metal e uma opção diferente de outros conterrâneos ligados ao thrash, como os Atomik Destruktor, Pitch Black, Revolution Within ou Mindlock. Numa altura em que o número de bandas deste género continua a aumentar um pouco por todo o mundo e que a qualidade nem sempre é uma realidade, este “The Empire Strikes Black” é um álbum que pode causar eco, mesmo além-fronteiras. Os Terror Empire são portugueses, têm sangue na guelra, margem de progressão e são muito bem-vindos ao panorama musical português.

Nota: 7/10

Review por Pedro Bento