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Se a música pudesse ser comparada ao cinema, dir-se-ia que este trabalho auto-intitulado seria o equivalente ao “Exorcista” que levou pessoas a vomitar e a abandonar as salas de cinema, não exactamente por esta ordem. Muito tempo já passou desde então e o mundo está já imune e insensível a tais sensações, mas aquele desconforto clássico ainda está presente e certamente os amantes do cinema de horror reconhecerão a sua qualidade. O mesmo se pode dizer de “Apparatus”. O mundo poderá já ter experienciado coisas bem mais extremas que o que se pode ouvir aqui, no entanto, há por aqui toda uma aura de medo, claustrofobia e uma vasta panóplia de sentimentos desagradáveis que fará com que seja um álbum a tomar em conta por todos os que gostam deste tipo de sensações.

A grande arma para atingir esse desconforto também não é nova para ninguém. A temida e por vezes mal usada dissonância. E ela surge aqui feia e suja e completamente desagradável. Normalmente, ou pelo menos ultimamente, estamos habituados a ver (ou a ouvir) coisas destas associadas ao black metal, mas aqui a dissonância surge como esteticamente próxima do death metal embora esteja quase no limiar do não interessar que raio de estilo se trata. É extremo, sem qualquer dúvida. Blastbeats com fartura surgem-nos tão depressa como momentos compassados, mas mesmo com esta dinâmica, há uma linha condutora que se mantém inalterada ao longo do álbum.

Este não é mesmo um álbum fácil de ouvir, e nessas raras ocasiões em que nos daremos ao luxo de gastar energia a ouvi-lo, o mesmo vai provocar uma reviravolta no nosso dia. O sol até pode estar a brilhar até então, mas é certinho que assim que “Sermon I” comece a ecoar que o mesmo vai desaparecer e vai parecer tudo negro. As plantas vão morrer, os animais vão apodrecer. É a ausência de vida, é a morte encarnada, a entropia manifestada. A anti-vida. E parecendo que não, este é um elogio, talvez o maior porque é difícil conseguir atingir tal intensidade. O pessoal desta banda deve ser tipo baratas, devem conseguir suportar a uma guerra nuclear. Quem conseguir ensaiar estas músicas mais do que uma vez por semana e mesmo assim sobreviver, poderá suportar um holocausto nuclear.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira