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Vamos começar pelo óbvio. Conan é um grande nome. Todas as bandas deveriam chamar-se Conan ou pelo menos ter algo nelas que nos fizessem pensar num bisonte cabeludo e com uma espada numa mão e um machado noutra. Tirando isto do caminho, podemos afirmar que os Conan estão a dar que falar nos meandros do doom metal. Depois de dois excelentes álbuns (“Monnos” em 2012 e “Blood Eagle” em 2014), é chegada a vez do terceiro, o tal definitivo, na forma de “Revengeance”. Este trabalho soa definitivo sem dúvida, embora já não restassem dúvidas acerca da qualidade dos britânicos.

Para quem chegou apenas agora aqui (infiéis!!), o som dos Conan assenta na exploração do riff. É uma descrição algo genérica já que essa é a base do doom, certo? Tem que se ter o riff correcto para que aguente a repetição e cause o devido efeito hipnótico. Portanto temos o riff todo-poderoso, temos a distorção suja que ajuda a que o riff todo-poderoso deixe uma certa gosma enquanto se arrasta e temos uma voz desesperada que berra como se lhes estivessem a arrancar os túbaros pelo ânus. E esta é a receita para o sucesso de “Revengeance”.

É uma fórmula demasiado simples, não é? Há nuances, muitas nuances, mas é esta simplicidade que garante que este álbum soe a clássico, mesmo uma música como a “Wrath Gauntlet”, que é quase (se não for mesmo) funeral doom. São seis temas que nos embalam e nos fazem viajar para fora do corpo e para fora do mundo, mas ao contrário do rock psicadélico, este aqui tem um peso que torna essa viagem ainda mais intensa. Os Conan estão na ordem do dia e “Revengeance” justifica por completo esse estatuto. Um grande álbum de uma grande banda.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira