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Ninja é um grande nome. Daqueles pelo qual vale a pena lutar até à morte apenas para registá-lo e garantir os direitos. É um nome tão bom que deixa expectativas altas de mais para a música em si. A banda é alemã e pode-se dizer que é daquelas clássicas (não no bom sentido e se querem perceber o alcance desta afirmação, verifiquem por favor as fotos existentes na internet, principalmente aquela que surge no Metal Archives. Já lá foram? Tenebroso não é) bandas alemãs que existiram na década de oitenta, lançaram um ou dois álbuns na sua primeira encarnação e voltaram à carga uma ou duas vezes depois.

A banda lançou dois álbuns, um em 1988 e outro em 1992, voltou em 1997 para lançar o terceiro (uma encarnação que se verificou apenas nesse ano) e depois em 2014, quando lançou este "Into The Fire" que agora é reeditado (repescado) pela Pure Steel Records (who else?!) E... não está à altura do grande nome ninja. A oscilar ali entre o hard e o heavy, muitas vezes caindo no inerrável (como a "Always Been Hell), "Into The Fire" por vezes dá ideia que vai apresentar algo bom mas nunca chega a fazê-lo mesmo. A fórmula mais certa da banda é o midtempo aborrecido, como a primeira faixa "Frozen Time" mostra - e bem, parece que o tempo pára enquanto se ouve a dita música. E não é bonito.

Em alguns momentos a coisa anima mais ("Thunder", "Last Chance" e "Sledgehammer") mas na generalidade, é apenas aborrecimento atrás de aborrecimento. Compassado ("Vagabond Heart"), pomposo ("Masterpiece"), quase bom ("Hot Blond Shot"), a copiar os Accept, mas em mau ("Blood Of My Blood" e "Coward") e até o azeiteiro (o tema título). É um álbum que os apreciadores menos exigentes de hard'n'heavy poderão apreciar, mas que a maior parte já não tem paciência. Faria muito sucesso por algumas semanas décadas atrás, quando o acesso à música era precário. Agora? Custa até ouvir até ao final.


Nota: 4/10

Review por Fernando Ferreira