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Tenho vindo a acompanhar atentamente os diversos lançamentos da banda de Trent Reznor, desde o álbum de 2007, “With Teeth” que, ironicamente, marcou o início da parceria musical com Atticus Ross, o único músico convidado a integrar a formação oficial da banda cerca de nove anos mais tarde. Começo por esta afirmação pois as mudanças de sonoridade dos Nine Inch Nails desde então são algo curioso e, na minha opinião, digno de atenção.

Abertas as hostilidades com”Shit Mirror”, temos um refrão a relembrar “Came Back Haunted” de “Hesitation Marks” de 2013, misturado com a agressividade de “Starfuckers Inc.” de “Fragile”. A entrada seguida para “Ahead of Ourselves” relembra “Perfect Drug”, da banda sonora de “Lost Highway” de David Lynch, seguida de uma voz cheia de distorção semelhante a “Wish”. 

Só nas primeiras duas faixas, os elementos que foram compondo a música dos Nine Inch Nails ao longo dos anos vão sendo invocados e re-utilizados para criar algo novo, algo em que a banda de Trent Reznor se tornou experiente: nem sempre inova, mas consegue surpreender e cativar o ouvinte, quer para melhor, quer para pior, consoante os gostos do mesmo. A própria re-utilização de ideias melódicas (riffs) dentro do próprio disco é central no tema instrumental “Play the Goddamned Part” (onde o saxofone assume o protagonismo melódico).

O single que antecipou o lançamento deste LP, “God Brreak Down the Door”, o primeiro desde o supra referido “Hesitation Marks” de 2013, é um tema que me relembra Prodigy, se bem que muito menos agressivo, mas com uma tensão muito característica dos Nine Inch Nails. O saxofone mais uma vez tem um papel central ao nível melódico, contribuindo para a atmosfera tensa invocada pela voz de Trent Reznor e pelo acompanhamento de sintetizadores.

“I’m Not From This World” relembra os instrumentais de “The Slip”, que antecipavam o último tema daquele álbum, devido à sua atmosfera negra e ameaçadora, cortando a fluidez e tensão criada pelos temas anteriores deste disco. 

Por fim, “Over and Out” começa como um tema instrumental, sendo acrescentadas camadas de voz lentamente, assim como uma parede de som opressiva adequada à letra “time is running out”. Com este tema, o disco termina quase de forma esperançosa e sem pressa, como se pudéssemos vislumbrar uma luz ténue ao fundo do túnel sem termos a certeza de que a poderemos alcançar.

Concluindo, a atmosfera de “Bad Witch” relembra, no seu todo, “The Slip”, sendo a instrumentação e o tratamento da voz reminiscente dos mais recentes “Hesitation Marks” e “Not the Actual Events” (o primeiro álbum nesta séria iniciada em 2016). No seu todo, é um álbum equilibrado em termos de atmosfera e temas melódicos, ainda que sofra quebras de fluidez e não constitua um passo inovador para os Nine Inch Nails como uma das bandas pioneiras do rock industrial, algo que se podia esperar sempre de Trent Reznor e dos seus colaboradores. No entanto, como álbum isolado do restante catálogo e bagagem desta banda, “Bad Witch” é sólido e convida a várias audições nem que seja para nos perdermos na sua atmosfera de caos controlado.

Nota: 8/10

Review por Raúl Avelar